quinta-feira, 6 de novembro de 2008

1° Seminário: A Gazeta Esportiva, do impresso para o virtual.

1) APRESENTAÇÃO

Ele foi considerado o mais importante jornal esportivo do Brasil, reuniu alguns dos mais respeitados nomes de cronistas do País, é detentor do recorde de tiragem no segmento, ajudou a impulsionar e popularizar modalidades esportivas. Ao longo de 54 anos de existência, A Gazeta Esportiva manteve fanáticos bem informados sobre seus times, imortalizou em suas páginas inúmeras conquistas e derrotas, contou a trajetória de anônimos que se transformam em ídolos.

A história de sucesso, no entanto, não foi forte o suficiente para que o jornal conseguisse enfrentar a dura realidade econômica. Ao mesmo tempo em que entrou naquela que poderia ser sua fase dourada pós-cinqüentenário, o diário perdeu fôlego com a diminuição na venda de seus exemplares e a queda no faturamento de anúncios – principais pilares para a sua existência.

Enfraquecida e agonizante no mundo dos negócios, A Gazeta Esportiva não resistiu e foi às bancas pela última vez no dia 20 de novembro de 2001. Estava encerrado um capítulo especial da história do jornalismo esportivo brasileiro!

Foi um triste fim para seus seguidores e um alívio para a empresa. Com sucessivos relatórios de prejuízos nos últimos anos, A Gazeta Esportiva precisava sair de circulação. Unidade de Negócio que por muitos anos ajudou a pagar a maior parte das contas da Fundação Cásper Líbero, o diário esportivo entrado em um declínio sem precedente.

Por ironia do destino e para alívio da empresa, a fase final do impresso coincidiu com a explosão digital. Em plena fase chamada “bolha” da Internet, na virada do milênio, a Fundação Cásper Líbero resolveu investir na nova mídia e apostou todas as suas fichas na nova Gazeta Esportiva.Net.


2) A GAZETA ESPORTIVA IMPRESSA

2.1) O SURGIMENTO DO JORNAL: PIONEIRISMO



Apaixonado por esportes, Cásper trouxe ao Brasil um evento que conheceu na França: a March Flambeaux, realizada em Paris, foi o modelo para a Corrida de São Silvestre, no último dia do ano de 1925, em São Paulo. A prova transformou-se em referência para o atletismo nacional e jamais deixou de ser disputada um ano sequer até hoje.

2.2) O AUGE: UM GOLAÇO NAS BANCAS!!!

Em seu auge, entre as décadas de 50 e 70, o jornal impresso A Gazeta Esportiva conseguiu sucesso na combinação das vendas de exemplares e de anúncios. Em média, alcançava vendas superiores aos 100 mil exemplares e estampava anúncios em 48 de suas 64 páginas.

Em 22 de junho de 1970, um dia depois da goleada por 4 a 1 sobre a Itália e à conquista do tricampeonato pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de futebol, no México, A Gazeta Esportiva comemorou seu recorde de tiragem: 534.530 exemplares foram às bancas de todo o País.

2.3) A NECESSIDADE DA MUDANÇA

O jornal A Gazeta Esportiva encerrou uma história de 54 anos de impressão diária para entrar definitivamente na rede mundial dos computadores a partir de novembro de 2001. Foi o primeiro caso mais expressivo na mídia nacional do impacto causado com o advento da web.

Não, não foi uma simples troca do papel para o mundo virtual por arrojo ou coragem. Foi, na verdade, uma decisão tomada por forças das circunstâncias. Sem caixa para continuar bancando o prejuízo constante do jornal nos últimos anos, a Fundação Cásper Líbero enxergou na força da nova mídia a chance da revigorar a marca. Apostou no novo modelo de negócio sem precisar de investimentos, apenas reformulando o que já existia e fazendo as devidas adaptações do impresso para o on-line.

Não fosse a Internet, provavelmente A Gazeta Esportiva seria mais um dos casos de extinção que cairia no esquecimento. No melhor das hipóteses, ficaria gravado na memória de seus mais fiéis leitores e disponível no arquivo do 7º andar da Avenida Paulista, 900, em São Paulo.


3) FASE DE TRANSIÇÃO

3.1) OS PRIMEIROS PASSOS VIRTUAIS

A manchete “O Futuro é Hoje” estampou a capa da última edição do jornal de papel, sob o número 27.162, convidando o leitor a acompanhar o conteúdo a partir daquele momento pela Internet.

3.2) OS PRIMEIROS RESULTADOS ONLINE

O site Gazeta Esportiva.Net não nasceu um dia depois do fim de sua versão impressa. A data 21 de novembro de 2001 marcou apenas o dia em que o on-line estreou sua trajetória independente. O lançamento da marca na Internet ocorreu em junho de 1997, com hospedagem no UOL (Universo On Line) e com média de 1.000 visitantes únicos por dia. O endereço www.gazetaesportiva.net foi ao no dia 13 de novembro de 1998, data em que passou a ser hospedado no provedor FCL Net, propriedade da Fundação Cásper Líbero.

4) GAZETA ESPORTIVA.NET



4.1) COMO É A COBERTURA DIGITAL

Computador, telefone celular e uma revolução na redação

As chegadas do computador e do telefone celular transformaram o ambiente nas redações e a relação entre jornalistas e os consumidores de informação. Uma alteração profunda e radical. Este capítulo retrata as mudanças ocorridas ao logo dos últimos 25 anos a partir de experiências vividas nas redações do impresso A Gazeta Esportiva e do on-line Gazeta Esportiva.Net.

4.2) NOVA DINÂMICA, NOVOS NEGÓCIOS, NOVO MERCADO

Desaparecem os classificados, surgem os banners

Se dentro do campo de futebol a tabela (a troca rápida de passes entre jogadores para envolver o elenco do time adversário) é uma das armas das equipes pelo seu objetivo de vitória, no campo dos negócios o jornal impresso A Gazeta Esportiva também articulou uma tabelinha genial para se transformar no principal veículo de mídia esportiva do Brasil: conteúdo jornalístico especializado de esporte e ofertas de emprego. Tudo em uma só publicação!

4.3) E O FUTURO?

Há quem diga que a chegada da Internet significará o fim dos jornais impressos.

Ao que a história da evolução das mídias indica, tal previsão soa como exagero.

Caio Túlio Costa lembra na Revista Programa de Pós-graduação da Faculdade Cásper Líbero que “A internet iria matar a indústria do jornal e da revista. No entanto, o jornal não matou o livro, a televisão não matou o rádio, o DVD não matou o cinema”.

Pierre Lévy Lévy (1999, p. 146) indica em Cibercultura que “o cinema não substituiu o teatro, mas construiu um gênero original com sua tradição e seus códigos originais”.

No caso específico de A Gazeta Esportiva, sua circulação nas bancas já estava com os dias contados, independentemente do advento da Internet. A queda do número da venda do jornal e a diminuição dos recursos provenientes da receita com publicidade tornaram o negócio inviável e decretaram o fim de uma história de 54 anos.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Filme: "O que você faria?"


O filme é uma busca descabível pela vitória, onde os personagens terão que mostrar seus pontos de vista para conseguir o tão desejado emprego.
Em meio a uma guerra do lado de fora no prédio, os participantes parecem nem mesmo notar, pois para eles a guerra ocorre ali mesmo com diversas provas dentro e fora daquela grande sala de reunião.
Uma das provas, a do abrigo, obrigá-os ainda mais a defenderem seus pontos de vista para que um seja eliminado. E precisam decidir o que seria melhor em um abrigo com seis pessoas após o fim do mundo, uma cozinheira de quarenta e poucos anos ou um contador de estórias de vinte e poucos?
Após o poder de persuasão e pontos de vista diferentes acaba ganhando o contador de estórias.
Interessante, não?
O filme trata da disputa o tempo todo onde só sairá um vencedor.
Será necessário saber defender seu ponto de vista muito bem, principalmente na hora de assistir o filme.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O sequestro de Eloá

Até onde podemos dizer quem são os culpados pelo desfecho do sequestro, terá sido Lindemberg, Eloá, os policiais, a educação, os pais de Eloá, a amiga Nayara, ou até mesmo a Mídia.
Porque é que para tudo na vida nós precisamos ter um mocinho ou um vilão?
porque precisamos tanto defender apenas um ponto de vista?
Analisaremos todos os envolvidos no caso para que possamos apenas refletir e não acusar.
1° - Lindemberg Alves: garoto com transtornos psicológicos, sem antecedentes criminais, que enlouquecido de amor não quis ficar longe de sua amada ou talvez somente queria a atenção da garota.
2° - Eloá Pimentel: adolescente que acreditava que o munda é cor-de-rosa e que as pessoas não a fariam mal, mas mesmo sendo extremamente jovem aceitou passar seu tempo ao lado de um rapaz mais velho e com problemas psicológicos.
3° - Os policiais: pessoas envolvidas diretamente no caso e que se perguntavam a todo momento:será que conseguiremos salvá-la?Tinham que obedecer o Sistema, "não podemos matar Lindemberg", em contrapartida a amiga de Eloá retorna a casa com autorização dos policiais (mais uma refém) eles invadem sem antes constatarem se além da porta teriam mais impecilhos.
4° A amiga, Nayara: uma adolescente que presenciou o ocorrido desde o começo e saindo do cativeiro viu atravé de todas as emissoras o acontecimento do momento, tenta num ato de heroísmo ou "adolescentismo" salva a amiga presa. Esse gesto teve o apoio da mãe de Nayara e dos policiais.
5° Educação: além do alerta na escola sobre educação sexual aos adolescentes e alguns fatores para que eles iniciem bem nessa vida, temos também a educação dentro de casa pelos pais. Aonde será que ocorreram as falhas?
5° Os pais de Eloá: mãe corajosa, destemida, generosa e que soube enfrentar todos os problemas de frente, principalmente após seu marido assassinar um homem e todos sairem fugidos para se esconder.
6° Mídia: cobertura de todos os lances, mostrar todos os detalhes para a população, aumentar o IBOPE da emissoras, contribuir para a informação, principalmente a de Lindemberg.
Será que podemos afirmar dentre essas alternativas quem é o real culpado ou o real inocente?
Tudo vai depender do seu ponto de vista!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A nova e velha mídia

Atualidade, dilema, dúvidas, respostas, mudanças, esclarecimentos, mais dúvidas...
Essa transição da velha para a nova mídia acarreta todas essas questões.
De acordo com o que presenciei em nossa aula da semana passada existem opiniões muito divididas, algumas talvez até muito radicais.
Algumas pessoas apoiaram o seu ponto de vista a respeito da nova mídia dizendo que é mais ágil, prática e conveniente enquanto outros apoiaram a velha pela veracidade de fatos, ética entre outros.
Eu pude perceber que uns idolatram a velha mídia e outros veneram a nova, daí a confusão.
Segundo nosso ilustre professor, nós ainda não podemos definir qual é a melhor ou até mesmo dizer quem está certo ou quem está errado.
E mesmo que pudéssemos, será que seria pertinente?
Acredito que o mais importante é a comunicação, independente da forma.O essencial é que ela atinja a todos. Ainda acho interessante que todos leiam o texto do Prof° Caio Túlio, talvez alguns conceitos mudem ou não, pois tudo depende do ponto de vista de cada um.